O EXEMPLO AMERICANO

Bene Barbosa*

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Tomou as manchetes de diversos veículos de comunicação a determinação de que a proibição de cidadãos comuns portarem armas em público em Washington era inconstitucional.

A corajosa atitude foi tomada pelo juiz federal americano Frederick Scullin. Na decisão, o magistrado sustenta que “uma cidade não pode proibir o exercício de um direito constitucional”. Atualmente, 44 dos 50 estados do país permitem o porte livre de armas e esse número vem crescendo na última década.

us_shoot_gun_dealerDe acordo com estudo realizado pelo The Crime Prevention Research Center, instituto sediado no estado americano do Colorado, nos Estados Unidos, descobriu-se que 11,1 milhões de americanos agora têm autorização para portar armas, contra 4,5 milhões em 2007. Este aumento 146% resultou na queda de 22% nas taxas de crimes violentos, que agora possui taxas de homicídios semelhantes a que tinha na década de 60 e sete vezes menor que a brasileira.

Tenho certeza que alguns leitores, neste momento, estão pensando sobre os ataques em escolas americanas, fatos esses que muitas vezes são utilizados por aqueles que tentam justificar o desarmamento civil. Pois bem, sinto decepcioná-los, mas tais casos caem ano após ano. De acordo com a The National School Safety Center, outro conceituado instituto americano, entre 1992 e 2010 houve uma redução de 55% de vítimas e boa parte de sérios pesquisadores apontam como uma das possíveis causas exatamente a proibição de se entrar e permanecer armado nesses locais, o que incentivaria esse tipo de ataque.

De maneira semelhante, a nossa Constituição Federal também prevê que a autodefesa é, inquestionavelmente, um direito garantido pela Lei Maior. Não obstante, também é resguardada pelos artigos 23 e 25 do Código Penal.

Todavia, de maneira discrepante e não satisfeito em observar a cristalina legislação, o Estado ainda desrespeita a vontade majoritária de 60 milhões de brasileiros, que votaram contra a proibição da comercialização de arma de fogo e munição no país em 2005.

Contrariando o óbvio, as autoridades insistem em fazer valer a surreal tese do desarmamento. O maior exemplo disso é a hercúlea tarefa que o cidadão tem de cumprir se quiser renovar o registro da posse de arma. Confrontado com um sistema burocrático e moroso, as pessoas bem intencionadas entram na ilegalidade por não conseguirem vencer as infindáveis etapas impostas pelo sistema.

Desta maneira, a comparação com os Estados Unidos é imperativa. Com a comercialização responsável de armas, os americanos não dispõem de índices de guerra civil que o Brasil lida diariamente.

0 *Bene Barbosa é bacharel em direito, especialista em Segurança Pública e Presidente da ONG Movimento Viva Brasil.

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5 comentários sobre “O EXEMPLO AMERICANO

  1. Sempre que discuto com alguém sobre desarmamento e uso como exemplo os Estados Unidos, sempre vem o argumento: mas lá a realidade é outra. Sim, é outra, quase não há restrição para armas, não restrição de calibre e não morrem quase 60 mil pessoas por ano em crimes violentos como aqui no Brasil, coisa que não deveria ocorrer com a nossa legislação draconiana de armas. Isso fora o fato da polícia solucionar aproximadamente 70% dos homícidios, bem diferente dos 6% do Brasil (segundo dados do próprio Ministério da Justiça). É, realmente, a realidade lá é outra…..

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    1. Exatamente, Hudson… mas se querem exemplos mais próximos à nossa realidade, basta mencionar Uruguay e Paraguay… países pobres, principalmente o Paraguay, onde se compra arma até em marcado e lá, mesmo com toda a pobreza, a criminalidade e as taxas de homicídios são infinitamente menores que as nossas!!!

      Na verdade, desarmamentistas não tem argumentos, tem ideologia…

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    2. A realidade é outra justamente por causa da mentalidade das pessoas, que sabem quais são seus direitos e os protegem. Além disso cobram das autoridades competentes o seu papel.

      Aqui todo mundo está preocupado com uma pessoa aleatória que surta e sai atirando na rua, algo bem raro de ocorrer. Mas ninguém fala sobre pessoas que são assaltadas e mortas por puro prazer dos bandidos.

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      1. Pessoas surtando e atirando a esmo com arma legal é raríssimo, assim como acidentes com armas de fogo nas mãos de crianças, outro dos argumentos vazios, apresentados pela esquerda. A proibição de armas de fogo no Brasil é puramente ideológica, controle social, nada tem a ver com razoabilidade, nem se baseia em dados reais, que, ao contrário do que pregam os desarmamentistas, mostram que quanto mais armas em mãos civis, menos crimes violentos acontecem. Basta pensar que todos os dias morrem crianças afogadas em piscinas de prédios, clubes, escolas e residencias, nem por isso pregam a proibição de piscinas…

        Abraço e seja sempre bem vindo ao Estadofobia…

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  2. O exemplo americano, assim como o suíço, é que deve ser copiado, e para isso, devemos tirar do Congresso Nacional aqueles que solapam a Democracia e a Liberdade. Um caso patente é essa lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), a qual tem esse codinome, propositadamente, para incutir na cabeça das pessoas as ideologias mentirosas do desarmamento. Esse artigo do Prof. Benê demonstra claramente a farsa desarmamentista em vigor no Brasil e no Mundo.

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