Estado sufocante

Brasil, o país do cidadão regulamentado, amordaçado, e sufocado.

Por: Carlitos Maldonado

O Brasil é mesmo um país sui generis e, aceitando como certo as palavras de Charles De Gaulles, não é um país sério. Senão vejamos:

Um país onde qualquer consulta médica particular, mesmo em clínicas de bairros afastados, periféricos, custa “os olhos da cara”. Sendo opção para poucos privilegiados; Um país que prega o atendimento universal de saúde, mas em verdade atende mal e porcamente os que não tem qualquer outra opção, chegando muitos a morrerem nas filas de espera do maldito e inadministrável SUS. SUS aliás, deveria ser sigla para poço sem fundo, já que dos bilhões investidos, metade são mal usados e a outra é roubada por corruptos já bastante conhecidos; Um país onde os planos de saúde, convênios, custam mais que muitos aluguéis, sendo assim também, privilégio de poucos. E isso também se dá por culpa do estado e sua sanha regulatória. No entanto, esse mesmo estado se entende no direito de determinar e exigir, que os cidadãos não se automediquem, não comprem remédios sem receita médica.

saco3Ora, se um empregador não consegue pagar os salários de um seu funcionário, que moral tem para cobrar obrigações? Que moral teria um alcoólatra para apontar o dedo para um toxicômano? De onde vem essa empáfia dos congressistas brasileiros e sua sanha controladora? Já que o estado não consegue – e nem acho que seja sua função – atender as necessidades da população com relação a saúde, de onde vem a moral para se arvorar o direito de regulamentar cada passo dos cidadãos? acaso somos todos idiotas e acerebrados que precisam da constante vigilância dos papais e tutores estatais?
A coisa anda tão descabida no Brasil, que para comprar uma simples pomada como a Quadriderm, usada para problemas de pele, como alergias, por exemplo, é necessário apresentar receita médica. Para comprar um antibiótico para tratamento de infecção urinária, é necessário receita médica. Para compra de certos tipos de analgésicos, se exige receita médica. Convenhamos, até o mais ferrenho defensor do estado babá já se deu conta do tamanho do absurdo em que se tornou nosso país.

Aceito que seja obrigatório a apresentação de receita médica no caso de remédios de tarja preta, como anfetaminas, antidepressivos, etc. mas não para remédios de uso diário e comuns, como pomadas, analgésicos, e outros.

O cidadão que não quer procurar um médico, deve ter esse direito. Não importa o que achem os “iluminados angelicais” do congresso pensam. Não importa o que você que lê esse artigo pensa… importa a liberdade individual. Ou o slogan: “meu corpo minhas regras”, só se aplica às feminazistas aborteiras?
O SUS, no meu entendimento não deveria existir. Isso não é função do estado, deixe a iniciativa privada cuidar da saúde e aposto que seríamos todos muito mais bem atendidos e por valores infinitamente menores. Mas já que existe e não funciona, deixe o cidadão escolher se quer se automedicar ou se prefere ficar sentindo dor de dente um uma simples coceira…

Resumindo: O estado bostileiro, esse paquiderme inchado e hediondo, não tem médicos suficientes para atender com presteza e qualidade as necessidades da população, mas se acha no direito de cobrar que, até para a compra de uma simples pomada, se apresente uma receita assinada por um médico. Ora, vão secar gelo!

Aliás, senhores deputados e senadores, excelentíssimos cagadores de regras: Vão caçar serviço, porque é bem caro mantê-los no congresso fazendo cagadas e, caso tenham se esquecido: QUEM PAGA VOSSOS ALTÍSSIMOS SALÁRIOS, BEM COMO TODOS OS BENEFÍCIOS AVILTANTES, SOMOS NÓS, O POVO. E nós não precisamos de babás intrometidas…

 

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